Conheça os principais problemas que afetam o couro cabeludo

Dra. Karina Queiroz Chaves, dermatologista  conta os principais problemas que afetam o couro cabeludo 

 

A dermatologista Dra. Karina Queiroz Chaves (CRM/RJ 52.681296 )  formada pela UFF e sócia titular da SBD- RJ contou para a revista AUTOESTIMA porque existem várias doenças que afetam o couro cabeludo e quais os tratamentos existentes.

 

As doenças mais frequentes que atende no consultório são:

 

– Alopecia Androgenética: popularmente conhecido como calvície , e pode afetar tanto homens como mulheres e é causado por uma hipersensibilidade genética dos receptores hormonais no couro cabeludo , levando ao afinamento progressivo do fio de cabelo até a sua queda , ficando com uma rarefação no topo do cabelo.

 

O tratamento da Alopecia se baseia em estimulantes do crescimento dos fios como o minoxidil e em bloqueadores hormonais. O objetivo do tratamento é estacionar o processo e recuperar parte da perda. Os bloqueadores hormonais mais usados são a finasterida para os homens e anticoncepcionais e espironolactona para as mulheres. A própria finasterida pode ser usada quando indicada, mas deve ser feita por um médico dermatologista, devido aos seus efeitos colaterais.

Em casos mais extensos também fazemos uso de vários procedimentos no consultório dermatológico como os Lasers , terapia fotodinâmica, mesoterapia, entre outros… E em último caso, o transplante capilar pode ser indicado!

 

– Eflúvio telegênico é uma condição que se caracteriza pelo aumento da queda diária de fios de cabelos, seu aumento é visto principalmente naquele bolo que cai no chuveiro ou fica na escova quando penteamos. Ele se divide em dois: o Agudo : quando ocorre a queda três meses depois de um evento como febre, infecções (dengue, coronavírus), pós parto, doenças metabólicas, cirurgia bariátrica … E o Crônico: ocorre uma queda a longo prazo, conforme o tempo vai passando o cabelo vai ficando mais curto e com o “rabo de cavalo” mais fino. Nem sempre o problema tem causa definida, mais pode estar associada a doenças auto imunes, onde a Tireoidite de Hashimoto é a mais comum.

 

Tratamento segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia

 

O eflúvio é autolimitado, ou seja, tem uma duração predeterminada de dois a quatro meses, caso não haja outra doença associada. E, de um dia para o outro, há uma aparente melhora. Na teoria, não seria preciso tratamento. Porém, se o paciente tem alguma condição associada, como alopecia androgenética (calvície) ou a alopecia senil (rarefação que surge após os 60 anos), em geral, costuma-se tratá-lo para que possa ter plena capacidade de recuperar o volume e o comprimento dos fios.

 

É importante lembrar que não há um tratamento específico. Algumas medicações, que são estimuladoras do crescimento capilar, podem ser associadas para acelerar esse processo de recuperação.  Se o paciente for saudável, e sem doença prévia do couro cabeludo, terá plena capacidade de recuperação.   O prognóstico em geral é bom, mas é sempre indicado que a pessoa procure um dermatologista para conhecer melhor seu caso, e se há a necessidade de tratar alguma possível doença de base associada. Ou, ainda, se é preciso descobrir algum fator que possa estar associado à queda, como na área alimentar, seja por uma deficiência de ferro ou vitaminas, ou em razão de dietas hiperproteicas, as quais temos visto mais pessoas aderindo a cada dia. O paciente precisa ser bem orientado para saber o que faz bem para seu metabolismo e ciclo capilar.

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