Rio das Ostras Jazz & Blues é aprovado como primeiro evento teste gratuito do Estado do Rio

Por Alexandre Trápaga e Bruno Pirozi

 

 

Depois de cerca de 18 meses, por conta da pandemia do coronavírus que assolou o mundo, a retomada dos eventos turístico-culturais foi iniciada. O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, realizado no feriado prolongado da Proclamação da República, entre 12 e 15 de novembro, foi o primeiro evento teste gratuito do Estado do Rio de Janeiro e o saldo foi positivo, tanto para a cultura quanto para a economia da região.

 

Nos quatro dias de evento, cerca de 10 mil visitantes marcaram presença em Rio das Ostras para assistir a mais de 100 horas de música boa, divididas em aproximadamente 30 shows em três palcos distintos: no Anfiteatro da Lagoa de Iriry, na Cidade do Jazz, em Costazul; e no Espaço Arthur Maia, onde artistas da região se apresentaram, também nas dependências da Cidade do Jazz. O público teve a oportunidade de assistir a shows memoráveis como o do guitarrista Eric Gales, do gaitista Keith Dunn, de Hamilton de Holanda Quarteto e de muitos outros artistas.

 

De acordo com uma pesquisa feita pela equipe da Prefeitura de Rio das Ostras, o aquecimento da economia foi registrado com a injeção de mais de R$ 8,2 milhões na rede hoteleira, nos bares e restaurantes e na venda de artesanato. Os municípios limítrofes, como Macaé e Casimiro Abreu, também acabam sendo beneficiados por conta da proximidade e da infraestrutura disponibilizada aos visitantes.

 

ESTRUTURA

 

Na Cidade do Jazz foi montada uma estrutura para atender os amantes da boa música, da boa gastronomia e da cultura da cidade. Uma praça de alimentação com 18 estabelecimentos ofereceu o melhor da culinária riostrense em pratos, petiscos e hamburgueres, por exemplo.

 

CULTURA

 

No local, a Fundação Rio das Ostras de Cultura criou um espaço destinado à arte para que artesãos e artistas plásticos da cidade pudessem apresentar seus trabalhos. Pela primeira vez, por exemplo, o Empório da Estação, localizado na Praça do Trem, em Rocha Leão, uma área mais afastada do centro urbano da Cidade, teve um espaço próprio destinado aos artesãos que tiveram a oportunidade de mostrar o valor e a beleza do artesanato local.

A artesã Laila Luciano dos Santos, do Sanluc Ateliê, de Rocha Leão, achou o evento uma excelente oportunidade para divulgar e mostrar o seu trabalho. “Tive um bom lucro e consegui muitos clientes. Inclusive já fiz entrega depois do evento. Agradeço a toda organização, em especial à Fundação Rio das Ostras de Cultura, pelo espaço e apoio. Esse Festival ganhou meu coração como artesã e fã de JAZZ”, comentou.

Para o artista plástico Paulo Gonçalves, que já conquistou o público de vários países com seu talento, expor no Festival, que é considerado o maior evento do gênero na América Latina, é uma grande oportunidade para os artistas. “Tenho peças em vários países, mas poder mostrar a minha arte aqui na minha terra não tem preço. Esta é uma vitrine importante porque recebemos visitantes de todos os cantos do Brasil e do exterior”, disse Paulo, que também é o diretor da Fundição de Artes e Ofícios e responsável por várias peças culturais espalhadas pela Cidade, como o contrabaixo instalado em Costazul, o saxofone na Praia da Tartaruga; e as molduras com os nomes das praias instaladas no litoral.

Os artesãos do Ateliê Vera Luzente também tiveram um lugar garantido para apresentar suas peças, confeccionadas dentro do propósito do projeto de identificação cultural da Cidade. O Clube do Vinil também compôs o cenário cultural do espaço da Fundação, com a comercialização de LPs de vinil e o som ambiente entre as apresentações.

Segundo a presidente da Fundação Rio das Ostras de Cultura, Cristiane Regis, a participação da Cultura na Cidade do Jazz serviu para valorizar ainda mais os artistas da Cidade. “O Festival é um espaço democrático, cultural e com uma visibilidade muito grande. Pudemos mostrar, mais uma vez, o valor e o talento dos artistas de Rio das Ostras que tiveram a oportunidade de divulgar, cada um, a sua arte. Também tivemos o prazer de receber a visita da secretária Estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, que assistiu aos shows e visitou os estandes de artesanato que estão com peças de artistas locais, mostrando que a parceria entre Estado e Município é importante e só tende a crescer para garantir ainda mais o desenvolvimento da Cultura no interior do Estado do Rio de Janeiro”, finalizou.

Fotos: Celso Ávila

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