Setembro Amarelo: uma campanha de prevenção ao suicídio

No dia 10 de setembro foi celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, data escolhida pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para chamar atenção sobre os casos de suicídio que estão aumentando a cada ano. A psicóloga clínica Roberta Massot explica a importância de se reconhecer os sinais que as pessoas dão que estão em um processo depressivo grave, por exemplo, que pode desencadear atitudes drásticas e fatais em alguns casos.

 

O Setembro Amarelo existe desde 2015 e vem frisando sobre a importância de se falar sobre o assunto. A campanha desse ano tem o lema “Agir salva vidas” e a especialista explica que uma conversa pode salvar alguém. “As vezes a pessoa pede socorro falando que está mal, que quer se matar e que não aguenta mais a vida. Só que muitas pessoas acham que é besteira ou que a pessoa só quer chamar atenção. Mas não. Escute e preste atenção no que aquela pessoa está dizendo. O suicídio é um dos maiores índices de mortes, não só no Brasil mas no mundo”, explicou.

 

No Brasil uma pessoa tira a própria vida a cada 45 minutos o que totaliza uma média de 32 pessoas por dia. Roberta pondera que vários motivos podem levar uma pessoa a cometer o suicídio. “Muitas vezes por vergonha, por culpa e dor. Aquela pessoa quer acabar com a dor. Ela nem quer acabar com a vida. E isso não acontece da noite para o dia. Isso vem de histórico familiar, talvez através de bullying que ela esteja passando, fim do relacionamento e até uma saída do trabalho. Precisamos ficar atentos aos sinais”, contou Massot.

 

O Setembro Amarelo é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV) e segundo o Ministério da Saúde esse ano, a pasta vai intensificar as ações de comunicação para a população, para os profissionais de saúde e também para os gestores locais. O contexto da pandemia de Covid-19 vem sendo apontado por diversos países e organizações científicas como um alerta para um aumento ainda maior nas ocorrências de suicídio e automutilação, devido ao agravo de riscos psicossociais, medo do contágio, ansiedade, isolamento social, luto e stress das tensões relativas à infecção.

 

Nesse contexto a ação da psicologia é fundamental para o combate ao suicídio. “Qual forte a mente dessa pessoa está para que ela consiga enfrentar os problemas? Nós enquanto profissionais temos que olhar para essa pessoa com mais amor, com mais atenção”, finalizou a psicoterapeuta Roberta Massot.

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